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Hortaliças despontam como negócio lucrativo em Dores do Indaiá

Ronny Araújo, que ajudou o casal lá no início e voltou recentemente a Dores do Indaiá para ministrar o curso de Olericultura a outros produtores, se diz realizado

por Weslley Raphael
14/09/2021 - 18h27

Hortaliças despontam como negócio lucrativo em Dores do Indaiá Uma das turmas recentes de Ronny para o treinamento de Olericultura

Oito pequenos produtores de Dores do Indaiá fizeram o curso de Olericultura – Implantação e Tratos Culturais do Sistema FAEMG/SENAR/INAES, ministrado pelo instrutor Ronny Araújo e com parceria do Sindicato dos Produtores Rurais do município. “Os participantes estão muito empenhados e certamente vão atingir seus objetivos. Horta é um excelente negócio, só não ganha dinheiro quem não quer”, destacou o instrutor.

O casal Jhessica Dias Costa e Marcelo Barbosa Costa, também de Dores do Indaiá, é prova disso. Há dois anos, eles fizeram o curso com Ronny. Na época, Jhessica trabalhava em um supermercado e visualizou na produção de hortaliças uma oportunidade de negócio. “Na cidade não tinha uma horta com diversidade de culturas. No supermercado onde eu trabalhava às vezes não tinha de quem comprar as hortaliças, a gente comprava da Ceasa e os produtos não chegavam com qualidade, as folhas, por exemplo, chegavam murchas por causa do tempo de transporte e tudo mais”.

‘Com a faca e o queijo na mão’, no caso, o conhecimento adquirido no curso e a demanda por hortaliças no município, o casal decidiu investir na atividade. “Começamos devagarinho, plantando em uma área de meio hectare, fomos com a cara e a coragem. Só que rapidamente começamos a vender. Com 35 dias já estávamos vendendo os primeiros pezinhos de alface e o negócio foi só crescendo. Logo a gente já estava vendendo em bares, restaurantes e supermercados”, lembrou Jhessica.

Atualmente, Jhessica e Marcelo têm a própria empresa – a Cultivar Agronegócio – e aplicam o sistema de rotação de culturas em uma área de dois hectares, distante cinco quilômetros da cidade. Durante o ano, eles produzem mais de 20 culturas diferentes, como abobrinha, alface, berinjela, brócolis, cebolinha, couve, couve-flor, jiló, mandioca, milho, pimentão, quiabo, salsa, entre outros. “É um negócio rentável, sim! A gente começou fazendo entregas no nosso próprio carro, hoje a gente já tem uma caminhonete e uma moto de entregas. Lugares onde a gente vendia 100 alfaces por semana, hoje a gente vende 500, 1.000 alfaces. E nossas projeções são as melhores possíveis. Quando a pandemia acabar, com a volta às aulas, acreditamos que vamos poder vender para as prefeituras, para fornecer às escolas. Então é um negócio que só tende a crescer”, comemorou a produtora.

Ronny Araújo, que ajudou o casal lá no início e voltou recentemente a Dores do Indaiá para ministrar o curso de Olericultura a outros produtores, se diz realizado. “Jhessica e Marcelo falam que tudo começou a partir do curso. Hoje eles produzem uma diversidade de hortaliças, com muita qualidade, porque aplicam as técnicas adequadamente, eles têm conhecimento. Além disso, fazem a gestão, o planejamento do negócio e conseguem atingir, cada vez mais, novos mercados. Eles são prova de que basta acreditar para as coisas darem certo”. 

“Temos que entender que na vida há os momentos bons e ruins e temos que ter força para superar os momentos ruins. No nosso caso, por exemplo, veio a pandemia e tudo foi fechado, os bares, os restaurantes. A gente teve perdas consideráveis por um período, mas nos reinventamos, fazendo delivery de hortaliças. E assim vamos seguindo. Problemas sempre vão ter, então temos que sempre buscar novas formas de resolvê-los. Tudo está dando certo para nós graças a essa mente, a essa visão que a gente vem construindo principalmente através do conhecimento. Devemos muitos agradecimentos ao Sistema FAEMG/SENAR/INAES e ao Sindicato de Dores do Indaiá por todo o conhecimento proporcionado a nós”, finalizou a produtora.

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Fonte: : SENAR

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