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3º ENVOLVIDO EM MORTE DE INTERNO EM CLÍNICA DE REABILITAÇÃO DE PATOS DE MINAS É APREENDIDO

Conforme a delegada Tatiana Carvalho Paiva, o adolescente apreendido nesta terça ajudou os outros dois a sufocar a vítima

WESLLEY RAPHAEL
TERÇA-FEIRA, 13/10/2020

Um adolescente, de 15 anos, foi apreendido nesta terça-feira (13) após a Polícia Civil concluir que ele teve participação no homicídio de um adolescente, de 14 anos, em uma clínica de reabilitação em Patos de Minas. O crime ocorreu no dia 7 de outubro, quando outros dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram apreendidos suspeitos da ação.

Conforme a delegada Tatiana Carvalho Paiva, o adolescente apreendido nesta terça ajudou os outros dois a sufocar a vítima. Segundo ela, a Polícia Civil representou pela internação provisória deste terceiro suspeito, que foi deferida pelo Judiciário.

A delegada informou que concluiu o procedimento de apuração do caso e, agora, vai relatar ao Ministério Público. De acordo com Tatiana Paiva, os três envolvidos tinham desavenças com a vítima, desde coisas pequenas, como produtos alimentícios, até coisas mais graves. "A 'gota' final teria sido que a vítima que morreu teria abusado sexualmente de um menor interno. Então, eles tomaram as dores do menor e resolveram acabar com a vida dele. Os três tiveram participação ativa na morte, deram mata-leão, sufocaram com travesseiro e usaram um pedaço de madeira para apertar a garganta."

Ela informou que o suposto abuso ainda será investigado.

Entenda o caso

Um adolescente, de 14 anos, foi assassinado na última quarta-feira (7) em uma clínica de reabilitação em Patos de Minas. Segundo a Polícia Militar (PM), dois adolescentes, de 15 e 16 anos, também internados na instituição, foram detidos suspeitos do crime.

De acordo com a PM, um dos funcionários foi até o quarto da vítima para acordar o internos. Ele teria batido na porta, mas sem receber resposta, entrou no cômodo e viu o adolescente deitado na cama, já sem vida.

A PM e a perícia da Polícia Civil foram acionadas. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade, onde foi constatada uma lesão no pescoço.

A vítima dividia o quarto com uma criança de 11 anos. Em conversa com a PM, a criança apresentou extremo nervosismo e disse aos policiais que acordou de madrugada com o adolescente tentando se enforcar. Ele teria impedido o ato e voltado a dormir.

Depois, o menino entrou em contradição, dizendo que havia visto outro interno dentro do quarto, mas não sabia o horário ou o que aconteceu. Ele ainda apresentou uma terceira versão, relatando aos policiais que a vítima havia estuprado um dos internos, cerca de 15 dias antes, e que outros três adolescentes haviam jurado a vítima de morte por isso.

Ainda segundo a PM, os três adolescentes indicados pela criança foram questionados, mas negaram autoria do crime. Um deles, de 16 anos, confirmou a denúncia de estupro e ainda afirmou que duas semanas antes um par de tênis dele havia sumido e que ele havia o encontrado no quarto da vítima.

Outro adolescente, de 15 anos, disse que a vítima havia o ameaçado de morte na semana anterior ao crime. Um terceiro, que não teve a idade divulgada, contou que, um dia antes, durante um questionário verbal, a vítima havia feito piadas com as respostas dele e eles discutiram. Conforme a ocorrência, todos os três haviam brigado fisicamente com a vítima em data anterior.

Ainda de acordo com os militares, depois, o adolescente de 16 anos admitiu ter matado a vítima com ajuda o colega de 15 anos. Eles contaram que a vítima foi ao quarto deles pedindo um cigarro. Eles pediram que ele fosse embora, mas ele insistiu no cigarro. Então, eles o agarraram e o enforcaram utilizando um pedaço de cabo de vassoura. Ao perceberem que ele estava desacordado, eles o levaram para o quarto, deitaram-no na cama e colocaram um pedaço de algodão na boca dele.

Após a confissão dos adolescentes, o menino de 11 anos que dividia o quarto com a vítima admitiu que viu eles entrando no quarto, mas que, por medo de represálias, cobriu a cabeça para não ver nada.

Os adolescentes, de 15 e 16 anos, foram detidos e levados para a delegacia. Agora, a Polícia Civil de Patos de Minas investiga o caso.

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Fonte: Caio Roberto, G1 Triângulo e Alto Paranaíba

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